Agentes de saúde da capital vistoriam imóveis em busca de criadouros do mosquito Aedes aegypti

A intensificação das ações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo para combater o mosquito Aedes aegypti já resultou na visita de quase 600 mil imóveis na capital paulista entre janeiro e 21 de março deste ano. As atividades das equipes de vigilância e controle do mosquito são essenciais para a redução dos casos de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Vasos e pratos para plantas são os principais criadouros em potencial para proliferação do Aedes encontrados nos imóveis pelos agentes de saúde durante as atividades de avaliação de densidade larvária. Latas, garrafas, ralos externos, bebedouro de animais, baldes, calhas e materiais/entulhos de construção também aparecem na lista de itens que devem ser vistoriados com frequência pelos moradores para evitar o acúmulo de água.

As ações preventivas foram antecipadas pela Prefeitura de São Paulo em novembro do ano passado, quando foi lançado o Plano de Enfrentamento às Arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela), que costumam surgir com mais frequência durante o verão por conta das fortes chuvas e a concentração de água parada.

Além da capacitação de 11 mil agentes de saúde entre outubro e novembro do ano passado para combate às endemias e de proteção ambiental, a SMS realizou dois dias D de combate ao mosquito desde o ano passado, uma em novembro e outra em fevereiro deste ano. As ações incluíram atividades educativas, de eliminação de criadouros e vacinação contra a febre amarela.

O resultado das atividades de prevenção já reflete nos número de casos confirmados dessas doenças no município. Até a última sexta-feira (22), foram registrados 938 casos de dengue na capital, o que representa coeficiente de incidência (CI) de 7,9 casos por 100 mil habitantes (Semana Epidemiológica 11). O número permanece bem abaixo da média do Estado de São Paulo, que é de 76,4 casos por 100 mil habitantes (SE 10) e do número de casos prováveis de dengue no País, que é de 109,9 casos por 100 mil habitantes, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde no início desta semana.

Em relação às demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, não há registros de casos de zika e chikungunya na capital até o momento. Quanto à febre amarela, o esforço de vacinação continua, com doses disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com a disponibilização de postos volantes de vacinação, além da busca ativa por pessoas não imunizadas, a cidade alcançou uma cobertura vacinal de 79,26% até 20 de março.

Ações continuam

Os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias de todas as regiões da cidade continuam intensificando as ações de eliminação de criadouros do mosquito por meio de visitas casa a casa, orientando os moradores a identificar e eliminar os recipientes e locais com acúmulo de água.

Os agentes de endemias também estão realizando ações de bloqueio de casos notificados, visitas a pontos estratégicos (locais cadastrados e que recebem tratamento periodicamente, como borracharias, ferros velhos, cemitérios, etc.) e a imóveis especiais (escolas, creches, universidades, serviços de saúde, templos religiosos, entre outros), que também recebem visitas periódicas.

O cidadão paulistano pode comunicar a existência de criadouros por meio da central 156 ou pelo site da Prefeitura de São Paulo neste link. Os registros são encaminhados às coordenadorias de saúde, que desencadeiam ações para eliminação dos focos do mosquito.