Dia “D” na capital aplica mais de 61 mil doses contra a febre amarela

O dia “D” de Intensificação das Ações de Prevenção das Arboviroses causadas pelo mosquito Aedes aegypti, realizado no último sábado (24) no município de São Paulo, vacinou 61.410 mil pessoas contra a febre amarela. Após a ação, a capital paulista chegou a 59,04% de cobertura vacinal, enquanto a meta é atingir 95% da população.

O evento contou com 555 postos de vacinação, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos volantes, espalhados por toda a cidade. Para ampliar a adesão, profissionais da saúde fizeram busca ativa casa a casa - mais de 74% dos munícipes abordados afirmaram que já tinham se imunizado contra a febre amarela.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alerta para o aumento do risco de transmissão de doenças como a febre amarela com a chegada do verão e do período de chuva, que favorecem o ciclo de reprodução do mosquito transmissor.

Quem ainda não se protegeu contra a febre amarela pode receber a dose, disponível em todos os postos de saúde da capital. Para saber qual a unidade de referência de seu endereço, basta consultar o Busca Saúde (http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/).

O dia “D” contou com mais de 24 mil profissionais da SMS, entre Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), Agentes de Proteção Ambiental (APAs), Agentes de Controles de Endemias (ACEs), médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem. Além da vacinação, os profissionais também foram às ruas para orientação, distribuição de material educativo, eliminação de criadouros e limpeza de pontos estratégicos.

Febre Amarela

 A mobilização faz parte do Plano Municipal de Enfrentamento às   Arboviroses, lançado em novembro com providências técnicas e práticas   intersecretariais para o combate e a prevenção da dengue, zika,   chikungunya e febre amarela na cidade.

 Casos confirmados 

 Até outubro de 2018, foram confirmados 505 casos de dengue no   município; em 2017 foram 866 casos e não houve registro de óbitos nos   dois períodos. Já para chikungunya, até o momento foram confirmados   24 casos autóctones e 30 importados. No ano passado foram 28   autóctones e 115 importados.

 Em 2018 não houve nenhum caso autóctone de zika e um caso   importado. Em 2017 foram três autóctones e um importado.

 Neste ano a capital registrou 13 casos autóctones (adquiridos no   município) de febre amarela, dos quais 6 evoluíram para óbito, e 107   casos importados. Em 2017 não houve nenhum caso autóctone. Ao todo, em 2017, foram 28 casos importados (12 de Minas Gerais, dez de Mairiporã, quatro de Atibaia, um de Caieiras e um de Monte Alegre do Sul).